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Sustentabilidade | parte 1|: Introdução.

Sustentabilidade é a palavra de ordem no mundo de hoje.  Com a demanda cada vez maior  de recursos e a sua inevitável escassez o mundo está finalmente despertando para o uso consciente das energias e o aproveitamento das fontes renováveis disponíveis.

Nunca antes se ouviu falar tanto em sustentabilidade: empresas utilizam a palavra, como ponto positivo, em suas propagandas, governos tentam otimizar seus recursos gerando programas que têm como foco a sustentabilidade ambiental, e edifícios surgem com o conceito aplicado, otimizando e reduzindo gastos na implantação e durante seu tempo de uso.

Mas, o que é sustentabilidade?

Para definir sustentabilidade aí vão algumas definições:


"Sustentabilidade é um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana (...)
Para um empreendimento humano ser sustentável, tem de ter em vista 4 requisitos básicos. Esse empreendimento tem de ser:
  • ecologicamente correcto;
  • economicamente viável;
  • socialmente justo; e
  • culturalmente aceito."

Relatório de Brundtland (1987)
"suprir as necessidades da geração presente sem afetar a habilidade das gerações futuras de suprir as suas."

Glossário - EMBRAPA
"que tem a capacidade de se manter no seu estado atual durante um tempo indefinido, principalmente devido à baixa variação de seus níveis de matéria e energia; desta forma não esgotando os recursos de que necessita."


Como podemos constatar, o conceito de sustentabilidade está diretamente relacionado ao uso consciente dos recursos do nosso planeta, garantindo uma continuidade do fornecimento das energias e dos recursos por tempo indeterminado.

Cada setor da sociedade contribui, à sua maneira, para a implementação de projetos sustentáveis no planeta: bancos e escritórios tentam diminuir o consumo de papel e reutilizar o que podem; indústrias minimizam os impactos de produção dos seus produtos e reutilizam os recursos usados; ONGs criam projetos de conscientização e reciclagem junto à população; a arquitetura e engenharia... bem, este é o ponto no qual iremos tocar nas próximas semanas: como a arquitetura e a engenharia trabalham para a sustentabilidade do planeta.

Talvez estes dois útimos setores sejam uns dos principais responsáveis por bons projetos que visam um planeta sustentável, pois o progresso depende da implantação de edifícios (sejam industriais, residenciais ou comerciais) que são os grandes consumidores de recursos do planeta. Edifícios sustentáveis implicam em um menor consumo de energia elétrica, água e otimização do descarte de lixo.

É de responsabilidade das engenharias e da arquitetura produzir projetos de edificações e um planejamento urbano com recursos que enfoquem a sustentabilidade.

Alguns dos assuntos que serão abordados nas próximas postagens:

- Iluminação pública;
- Energias renováveis;
- Edifícios sustentáveis;
- Telhados verdes;
- Conforto ambiental;
- Aproveitamento de recursos hídricos;
- Fontes alternativas de energia;
entre outros temas ligados à arquitetura e à sustentabilidade.


Para saber mais sobre sustentabilidade visite:
http://www.sustentabilidade.blog.br/
http://www.sustentabilidade.org.br/
http://www.revistasustentabilidade.com.br/
http://www.atitudessustentaveis.com.br/

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Concurso CBCA para estudantes de Arquitetura


Centro Urbano, uma Praça Pública Coberta de Uso Múltiplo
Estão abertas as inscrições para o III Concurso CBCA para Estudantes de Arquitetura. Desta vez, o tema será um Centro Urbano, uma Praça Pública Coberta de Uso Múltiplo para uma cidade com população entre 200 mil e 400 mil habitantes. As inscrições serão gratuitas e poderão ser feitas diretamente em nosso site. Clique aqui para acessar a página de inscrição.
Além de receber diversos prêmios do CBCA, a equipe vencedora representará o Brasil no III Concurso de Projeto em Aço para Estudantes de Arquitetura 2010 , promovido pelo Instituto Latino Americano de Ferro e Aço (Ilafa), que reunirá representantes de oito países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela.
A iniciativa tem como objetivo promover e incentivar o conhecimento do aço como material básico da construção e seu desenvolvimento em uma concepção arquitetônica e estrutural apropriada. A proposta é também mostrar a investigação em torno das potencialidades do aço, suas tecnologias e múltiplos usos e aplicações na área da construção (estruturas, vedações, aplicações, acabamentos etc.).
Em suas duas edições anteriores, o Concurso CBCA para Estudantes de Arquitetura recebeu 92 inscrições de equipes de todo o país. Para conhecer mais sobre os concursos anteriores, clique aqui. A premiação dos vencedores do Concurso ocorrerá durante o Congresso Latino-Americano da Construção Metálica - Construmetal 2010, em 01/09.
Os alunos integrantes das três equipes melhor classificadas receberão inscrições para o curso à distância sobre Introdução ao Uso do Aço, promovido pelo CBCA, além de manuais técnicos, livros e revistas sobre construção metálica, editados pela entidade. Os professores orientadores dos dois melhores projetos também poderão acessar durante um ano todo o material disponibilizado pelo SCI – Steel Construction Institute.
Documentos para download:
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Lixo urbano

Qual a solução para o lixo urbano?

Nos últimos dias, observamos a tragédia dos moradores do morro do Bumba em Niterói, RJ. O que aconteceu lá é que o local era um antigo lixão que foi urbanizado e ocupado irregularmente por pessoas que fixaram suas residências no local. Como nos útimos dias choveu muito na cidade, o morro de lixo veio abaixo, matando mais de 33 pessoas.

O que fazer com o lixo é um problema recorrente para todas as cidades do mundo. Uma das soluções que ajudam a minimizar os problemas causados pelo lixo é a reciclagem e o reaproveitamento, além da conscientização da população para reduzir a emissão de lixo. Mas a pergunta é: é possível ter uma boa solução para o destino final do grande volume de lixo produzido todos os dias nas grandes cidades?

A resposta vem nesta reportagem do Bom Dia Brasil, sobre um bairro de Tóquio que recicla quase 100% do seu lixo e dele retira energia e matéria prima para pavimentação de suas ruas.

Assim como em Estocolmo, na Suécia,  a cidade não possui lixeiras na ruas: o lixo é descartado em tubulações que sugam o material até as usinas de lixo. O lixo que não é reciclável é encaminhado para um incinerador que produz energia elétrica e seus resíduos são utilizados para a pavimentação das ruas.
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Produtos da Gerdau recebem o Selo Ecológico

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Produtos da gerdau recebem o Selo Ecológico Falcão Bauer.
Os primeiros produtos de aço da construção civil brasileira a conquistarem esse reconhecimento.
Saiba mais clicando aqui

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Cozinha compacta sustentável

Antoine Lebrun, designer francês, neste projeto redefine o conceito de cozinha.  Lebrun projetou este equipamento imprimindo nele os conceitos de sustentabilidade e otimização de espaço. O mais interessante e saber como funciona: Os vegetais que compõem a sua parte superior funcionam ao mesmo tempo como um filtro natural de água e produtor de sabão natural. 
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Nova estação Metrô Rio

A nova estação do Metrô Rio, localizada no bairro Cidade Nova, em frente a prefeitura do Rio, introduz na arquitetura nacional a beleza do aço . Possuímos poucos exemplos do gênero na nossa cidade. Este projeto nos mostra como as linhas esbeltas e finas do aço podem ser utilizadas para criar projetos leves e limpos em sua composição.

O projeto tem, em sua concepção formal, uma sucessão de arcos em estrutura tubular que se cruzam e entrecruzam criando o volume da obra. A passarela de acesso possui 138 metros divididos em três vãos suspensos por arcos. Esta passarela por si só constitui um elemento construtivo de grande notoriedade para a população que por ali passar. 

Os arcos que sustentam o conjunto permitiram a ausência de pilares na estrutura, incluindo a plataforma. O projeto da JBMC - Arquitetura & Urbanismo conta com iluminação e ventilação naturais, possibilitando assim melhor aproveitamento dos recursos naturais e contribuindo para o conceito de sustentabilidade de que tanto se fala hoje.

"Queremos que a passarela faça parte da paisagem da Avenida Presidente Vargas", afirma o arquiteto responsável pelo projeto, João Batista Martinez Corrêa. "Teremos a Candelária em uma extremidade e a estação na outra."



Fontes:
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O lado nem tão maravilhoso da Cidade Maravilhosa

Quem me conhece sabe como me dói falar sobre este lado da cidade que eu amo. Como um carioca apaixonado, fica difícil enxergar este outro lado. Aliás, tenho que admitir que a parte maravilhosa da cidade abrange menos de 15% de sua área, restrigindo este título aos bairros da zona sul. Pouquíssimos bairros da zona norte (como Maracanã,  Alto da Boa Vista, Santa Teresa) e apenas Barra (e Recreio, quem sabe), da zona oeste. Para o que sobra faltam recursos urbanos, planejamento, melhorias, transporte, entre outros aspectos urbanísticos.

          Foto de: Rodrigo Padula

O que falta ao resto, sobra nos locais citados acima, mas o que realmente confere o título à cidade é como a malha urbana interage com o terreno, o relevo, a mata e o litoral, criando uma paisagem ímpar entre urbano e natureza.

Contudo, esta postagem vem para falar exatamente do outro lado, pois o lado maravilhoso já é mais do que bem conhecido.

Aqui, vamos fixar em um ponto apenas: as chuvas.

Este fator natural é capaz de fazer vir abaixo os prós e evidenciar os contras, de maneira a transformar, em questão de minutos, a cidade em um verdadeiro caos urbano. O desenvolvimento urbanístico local permitiu  a impermeabilização das ruas e reduziu as áreas verdes - na zona norte, tais  áreas são ínfimas com relação às áreas asfaltadas.  Tudo isto contribui para uma diminuição da taxa de absorção do solo, fazendo com que, ao cair uma chuva um pouco mais forte, surjam pontos de alagamentos, transformando o trânsito e colocando em colapso o sistema de transporte da cidade.

Uma viagem pode ter seu tempo aumentado em horas, o sistema ferroviário mais que superlota (já que em dias normais já é superlotado), ramais como o de Saracuruna simplesmente param de funcionar por motivos de alagamentos em trechos da ferrovia, boa parte da população que utiliza ônibus e  trens se desloca para o metrô, contribuindo ainda mais para a queda na qualidade dos serviços prestados, que já são precários no que diz respeito ao conforto e mobilidade.

Trens da Supervia                    Metro Rio

Vem então o governo e coloca a culpa na chuva, dizendo que "choveu mais que o previsto", que o "volume de chuva foi muito alto", etc. Contudo, como profissionais urbanistas e estudantes de arquitetura, sabemos que um bom planejamento urbano tem como objetivo melhorar a qualidade dos serviços e fazer a cidade funcionar, seja com pouca ou muita chuva. O que falta na verdade são investimentos e melhorias para fazer com que estes problemas diminuam ou até mesmo cessem.


 

  


 


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